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Finalmente, sob a forma de CD, esculpido na dura rocha das dificuldades , que sempre permearam a possibilidade de expressão um produtor negro e pobre, que não faz concessões com a sua nobre arte.
É assim, que GUERREIRO tem pelejado em toda sua vida , quixotescamente , contra os poderosos moinhos de vento do preconceito racial, cultural e econômico .
É assim, que GUERREIRO tem pelejado em toda sua vida , quixotescamente , contra os poderosos moinhos de vento do preconceito racial, cultural e econômico .
Moleque esperto, herdeiro do Querebetã, herança da linhagem afro-religiosa de sua inesquecível Mãe Mariazinha, tem seu círculo simbólico de pertencimento com raízes fincadas no tradicional Bairro de Fátima, porém com abertura e passagem universalizadas pelos terreiros culturais da Bahia e de outros brasis, convertidos ao seu negro encanto.
NEGRO ENCANTO, é este o nome da fera, que não é besta, agora e aqui disponibilizada sob a forma de canções, registradas decentemente em CD. São doze faixas trabalhadas diligentemente pela atenciosa e competente direção musical de ARLINDO PIPIU, que é quem também assina a produção do feito. Nelas, a africanidade da alma de GUERREIRO se revela num impressiona diálogo de ritmos que somente a música é capaz de conceber e, generosamente, ofertar para o desfrute de todas as raças.
Usando a sinceridade como principal critério, sem abrir mão da qualidade, juntou um time eclético de composições de inúmeros compositores maranhenses de reconhecidas expressões culturais: Marco e Abel Moura, Erivaldo Gomes, Ribão, Naldinho Pinheiro, Gerô, Oberdan Oliveira, Joaozinho Ribeiro, e o idealizador do projeto LUIS CARLOS GUERREIRO, que , para a nossa imensa satisfação gullariana, continua vivo defendendo nossa musicalidade, bem vivo! JOÃOZINHO RIBEIRO.
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