A Caminhada com Maria, procissão religiosa realizada anualmente no dia 15 de agosto, percorrendo do Santuário de Nossa Senhora da Assunção na Barra do Ceará até a Catedral Metropolitana de Fortaleza, Estado do Ceará, tornou-se através de lei "Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil". Veja a transcrição da referida lei abaixo:
Declara a
Caminhada com Maria, realizada no dia 15 de agosto de cada ano, do Santuário
de Nossa Senhora da Assunção na Barra do Ceará até a Catedral Metropolitana
de Fortaleza, Estado do Ceará, Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Esta Lei
tem como objetivo reconhecer a importância da Caminhada com Maria, como forma
de expressão do patrimônio histórico-cultural-religioso brasileiro.
Art. 2o Fica a
Caminhada com Maria realizada no dia 15 de agosto de cada ano, do Santuário de
Nossa Senhora da Assunção na Barra do Ceará até a Catedral Metropolitana de
Fortaleza, Estado do Ceará, constituída como Patrimônio Cultural Imaterial do
Brasil, para todos efeitos legais.
Art. 3o Esta Lei
entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 3 de junho de 2015; 194o da
Independência e 127o da República.
DILMA
ROUSSEFF João Luiz Silva Ferreira
Este
texto não substitui o publicado no DOU de 5.6.2015
Boi-bumbá, bumba meu boi, boi de mamão, bumba de reis, boizinho - e a lista continua. São mais de 10 nomes que indicam o mesmo personagem do espetáculo que reúne dança, música e teatro em festas de Norte a Sul do País.
Neste dia 30 de junho, quando se comemora o dia de São Marçal, tido como padroeiro dos bombeiros, as festas juninas e as ruas das cidades são tomadas, em especial no Nordeste do Brasil, pelas apresentações do boi, composta por elementos das culturas africana, europeia e indígena.
Mesmo com suas variações regionais, a encenação do boi conta a história da escrava Catarina (ou Catirina), que está grávida e com desejo de comer língua de boi. Ela pede ao marido Pai Francisco para matar o boi mais bonito da fazenda. Chico mata o boi, mas tem de ressuscitá-lo para evitar a punição do fazendeiro, dono do boi. O processo de trazer o boi à vida conta com a ajuda de personagens que variam de médico, passando por padre e pajé, ou todos eles juntos.
A importância da manifestação cultura levou o governo federal a instituir, por meio de lei (12.103 de 2009), o Dia Nacional do Bumba Meu Boi, comemorado em 30 de junho.
Cerca de dois anos depois, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura, deu o título de "Patrimônio Cultural do Brasil" à atividades promovidas pelo o Complexo Cultural do Bumba meu boi do Maranhão.
De acordo com Iphan, a manifestação popular maranhense congrega diversos bens culturais associados, divididos entre plano expressivo, composto pelas performances dramáticas, musicais e coreográficas, e o plano material, composto pelos artesanatos, como os bordados do boi, confecção de instrumentos musicais artesanais, entre outros.
Com o recebimento do título, que tem validade de 10 anos, o Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan sugeriu algumas medidas de salvaguarda como o incentivo à documentação, conhecimento e divulgação; fortalecimento e apoio à sustentabilidade dos grupos; e valorização das expressões tradicionais do Bumba meu boi.
A brincadeira está disseminada pelo País e o número de participantes de cada grupo é variável. Apenas no Maranhão, segundo dados do Iphan, levantados em 2010/2011, existem cerca de 450 grupos de bumba meu boi em 70 dos 217 municípios maranhenses.
Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura.
Foto -Exposição fica em cartaz até 1º de agosto no MAB.
Ocupando as salas do pavimento térreo do Museu da Abolição (MAB), que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no Recife (PE), será aberta nesta quinta-feira (11), às 19h, a exposição temporária Culturas africanas – arte, mitos e tradições.
A mostra, que fica em cartaz até 1º de agosto, pretende enfatizar o variado e rico repertório de máscaras, totens e escudos de algumas etnias encontradas em países africanos, como a Costa do Marfim, Quênia, Burkina Faso, Angola, entre outros.
Os expositores, alunos do Curso de Extensão de Modelagem em Argila da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), realizaram ampla pesquisa sobre as tradições, os costumes, os ritos e os mitos de povos africanos.
A intenção foi entender o significado simbólico daqueles povos, o que inclui máscaras, totens e objetos lúdicos e criativos do dia a dia. Valoriza-se, assim, o conteúdo dos volumes, a variedade das formas geométricas, os contornos e as expressões faciais.
A direção da pesquisa e da exposição é de Suely Cisneiros Muniz, professora do departamento de Teoria da Arte e Expressão Artística, e Paulo Lemos de Carvalho, professor e pesquisador em Antropologia da Arte Tradicional Africana, ambos da UFPE.
Experimentação - No caso das máscaras e totens, em vez da madeira, tradicionalmente utilizada em sua confecção, empregou-se inicialmente como matéria-prima a argila, cuja experimentação em modelagem resultou em um admirável efeito estético/ expressivo, vivenciado em cada etapa do processo.
Para a finalização, optou-se por materiais mais atuais, como massa plástica, fibra de vidro, pasta de celulose, além do emprego de cores variadas e de pátina, para conferir às máscaras uma textura semelhante àquelas originais.
Outros elementos de caracteres ornamentais foram empregados (tecidos, conchas, chifres, metais, miçangas e fibras vegetais) e complementam a indumentária ritualística das peças expostas. Fazem parte do acervo indumentárias e adereços originais dos Reinos da Grassland, da República dos Camarões, e da arte Korhogo, da Costa do Marfim.
O Museu da Abolição localiza-se na Rua Benfica, 1150 – Madalena. As visitas podem ser feitas de segunda a sexta, das 9h às 17h e aos sábados, das 13 às 17h. Conheça mais sobre o MAB.
A Justiça Federal condenou a Rede Record de Televisão e a Rede Mulher a produzir e exibir quatro programas contendo o direito de resposta de religiões de matriz africana como o Candomblé e a Umbanda; de acordo com sentença do juiz da 25ª Vara Federal Cível em São Paulo, Djalma Moreira Gomes, as emissora veicularam conteúdos ofensivos contra religiões e crenças afro-brasileiras em suas programações; ação aponta que ex-adeptas destas religiões e convertidas à Igreja Universal são apresentadas em diversas ocasiões de forma depreciativa como "ex-bruxa" e ex-mãe de encosto", além de serem acusadas de terem servido aos "espíritos do mal"; emissoras ainda podem recorrer da decisão
14 DE MAIO DE 2015 ÀS 17:01
247 - A Justiça Federal condenou a Rede Record de Televisão e a Rede Mulher a produzir e exibir quatro programas contendo o direito de resposta de religiões de matriz africana como o Candomblé e a Umbanda. De acordo com sentença do juiz da 25ª Vara Federal Cível em São Paulo, Djalma Moreira Gomes, as emissoras veicularam conteúdos ofensivos contra religiões e crenças afro-brasileiras em suas programações. As emissoras ainda podem recorrer da decisão.
A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), Instituto nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade. A alegação é que religiões como o Candomblé e a Umbanda são alvos de constantes agressões em programas veiculados pelas duas emissoras.
Como exemplo, a ação aponta que ex-adeptas destas religiões e convertidas à Igreja Universal são apresentadas em diversas ocasiões de forma depreciativa como "ex-bruxa" e ex-mãe de encosto", além de serem acusadas de terem servido aos "espíritos do mal".
A ação cita como exemplo trechos em que ex-adeptas da fé afro-brasileira, convertidas à Igreja Universal, são chamadas de "ex-bruxa", "ex-mãe de encosto" e acusadas de servir aos "espíritos do mal".
A Justiça determinou que os programas a serem exibidos tenham duração mínima de uma hora e que devem ser produzidos utilizando as instalações, equipamentos e pessoal das próprias empresas, sendo veiculadas em horários correspondentes aos que as ofensas foram levadas ao ar.
Além disso, os programas deverão ser apresentados duas vezes dentro da grade de programação e ter pelo menos três chamadas na véspera ou no dia em que os programas forem veiculados.
Zezinho Yube nas telas do cinema indígena (Foto: Divulgação)
Com um acervo de documentários premiados em festivais nacionais e internacionais, os realizadores indígenas no Acre se debruçam sobre a tecnologia digital, produzindo obras que se constituem em rico patrimônio material e intelectual.
Os filmes são utilizados por esses povos para narrar as práticas cotidianas de sua cultura com os rituais de danças, cantos e espiritualidade, além de servirem como recurso didático nas escolas indígenas e mostrarem a sua luta.
O cineasta Zezinho Yube, hunikui da Terra Indígena Praia do Carapanã, aldeia Mibayã, no Rio Tarauacá, tem nove filmes produzidos e premiados em vários festivais. Yube é assessor especial dos Povos Indígenas do governo do Estado.
Cena do documentário “A gente luta mas come fruta” (Foto: Vídeo nas Aldeias)
O primeiro contato de Yube com o cinema foi com a oficina do projeto Vídeo nas Aldeias, dirigido pelo cineasta Vicent Carelli. Dois anos depois da segunda formação, o cineasta fez seu primeiro documentário, fruto da oficina “Xinã Bena, Novos tempos”.
Zezinho utiliza o cinema-documentário para narrar as histórias sobre a origem de seu povo, a sua cultura e o cotidiano nas aldeias. “Muitas danças, cantos e rituais que nosso povo fazia antes, e que haviam sido adormecidas devido aos processos de correrias e escravidão que passamos, foram revitalizados pelos registros audiovisuais. Meu pai sempre diz que se a gente tivesse esse recurso da tecnologia tempos atrás a gente poderia ver como era a vida há 100 ou 200 anos”, ressaltou.
Para Yube o cinema, além de servir como registro da cultura dos povos indígenas, é um instrumento para fins políticos. “Nas narrativas está contida a nossa luta para mostrar para a sociedade, os não indígenas e outros outros povos indígenas que existem várias culturas diferentes”, comenta.
O cineasta dirigiu os documentários: “Bimi, Mestra de Kenes”, “Já me transformei em imagem”, “Katxa Nawá”, “Troca de Olhares”, “Uma escola Hunikui”, “Xinã Bena, Novos tempos”, “Manã Bai, a história do meu pai” e “Kene Yuxi, as voltas do Kene”.
O cinema na escola indígena
Para o cineasta e professor indígena Issac Piyãko (ashaninka) o cinema possui um importante significado quando utilizado sob forma de narrativas nas escolas, como recurso didático. “Cada vez que fazemos um trabalho em vídeo e mostramos ao nosso povo é um enriquecimento muito grande: olha, isso aconteceu daquela maneira, hoje está acontecendo deste jeito. Os próprios alunos que estão estudando, que veem a gente falar do mundo, da vida, das pessoas, no vídeo, eles sabem o que aconteceu, o que está acontecendo e o que pode vir a acontecer”.
Issac Piyãko é autor do documentário “A Gente Luta Mas Come Fruta”, juntamente com o irmão Wewito Piyãko. O filme foi vencedor do prêmio Panamazônia ActionAid 2007 como melhor produção audiovisual.
Cena do documentário “A gente luta mas come fruta” (Foto: Vídeo nas Aldeias)
Com 40 minutos, o documentário descreve o manejo agroflorestal realizado pelos ashaninka da Aldeia Apiwtxa no Rio Amônia, Acre. No filme eles registram, por um lado, seu trabalho para recuperar os recursos da reserva e repovoar seus rios e suas matas com espécies nativas e, por outro, a luta contra os madeireiros que invadem sua área na fronteira com o Peru.
Deu no Coroadinho Geral. Recomeço Feliz: Encontramos ZEUS.
Esta semana uma família apelou a mídia alternativa na esperança de localizar Zeus, leia a matéria...
PROCURA-SE: ZEUS. GRATIFICAÇÃO PARA QUEM ENCONTRAR.
Cachorrinho Zeus - O desaparecido.
Quantia é oferecida para quem achar cãozinho sumido ontem pela manhã. O cachorro peludo de cor branca sumiu ontem pela manhã das proximidades da feira do Bairro, no Coroadinho.
A dona, Nanda Naiva, está oferecendo uma quantia de R$ 200,00 para quem encontrar e devolver o animal. O bicho dócil atende pelo nome de Zeus.
Informações, entrar em contato pelos telefones: 9__-1147\9___-0103 ou 9____-0614.
Ou ainda direto no endereço: Av. Amália Saldanha, n°____, Pet Shop Qualiytem, em frente à farmácia Menor Preço.
ZEUS - O Mais Querido.
"Agradeço à todos pela ajuda e apoio", diz feliz da vida a dona do cãozinho, que estava sumido desde o início da semana. O bichinho já está em casa, fazendo a alegria da família.
Finalmente, a família conseguiu encontrar o pequeno Zeus, que apesar de nome mitológico, é bem dócil e indefeso, garante a dona. E não poderia ser diferente. O cãozinho da raça Poodle parece gostar mesmo de aventura. Ele estava desaparecido desde o início da semana e tirando o sono da dona, a auxiliar administrativa Nanda Naiva, moradora do Coroadinho. Ela conta da alegria de reencontrar o cachorrinho e agradece à todos que estavam na torcida pelo "final feliz" dessa história, que virou publicação aqui no CG.
"Agradeço de coração pela ajuda e apoio. Estamos em festa. Nosso príncipe voltou. Obrigada. Nossa familia está completa. Obrigada à todos pelo apoio. Encontramos o Zeus".
Mas não foi tão fácil assim obter o bichano de volta. "Ele estava em uma casa não muito longe. A dona da casa não quis devolver. Mas pagamos e ela entregou. Ele estava muito triste, quando me viu, veio correndo pra mim", disse a Nanda, feliz da vida.
Depois de uma sessão de fotos, o Zeus tomou aquele banho quentinho e já está deitado, descansando, despreocupado da vida. Nunca uma 'história animal' tinha sido contada aqui com tantos detalhes. Agitou a semana.
Aos dois, merecido feriado!
Ah, mas não pára por aí! Ainda tem um fato que também merece ser contado. Veja o destaque:
- Nós tiramos ele da rua, ele foi abandonado porque está doente. Encontramos ele e deixamos na loja onde trabalhamos com animais, para caso o dono fosse procurar por ele. E o antigo dono nunca apareceu. Segundo os exames, ele já tem quatro anos. Se tornou meu filho, meu amigo, meu companheiro. Pelo fato de ter sido abandonado, e estado muito doente, ele precisa de cuidados especias - revelou a cuidadora do pequeno Zeus.