quarta-feira, 16 de abril de 2014

MinC - 5º Encontro Nacional dos Pontos de Cultura acontecerá em Natal.



A TEIA Nacional da Diversidade - 5º Encontro Nacional dos Pontos de Cultura e das redes da diversidade que integram o Programa Cultura Viva – será realizada de 19 a 24 de maio, em Natal (RN). 

Promovida pela Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC) e pela Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC), a TEIA 2014 tem o objetivo de fortalecer o exercício dos direitos culturais e promover a atuação cultural em rede.

"Queremos estimular o diálogo e a parceria entre a sociedade civil, gestores, instituições de ensino, instâncias de participação social e os diversos atores do campo cultural", explica Márcia Rollemberg, secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC. 
Segundo a gestora, a realização da TEIA da Diversidade estimula ações de valorização, políticas integradas e de promoção da cultura brasileira.
A TEIA da Diversidade será mais abrangente do que as quatro edições anteriores da TEIA, realizadas em 2006, 2007, 2008 e 2010. Este ano, além dos Pontos e Pontões de Cultura, participam grupos do "Encontro da Diversidade", que agrega segmentos das políticas setoriais atendidos pelo Programa Brasil Plural. 
Fazem parte destes segmentos grupos de Culturas Populares, Culturas Indígenas, Culturas Ciganas, LGBT, Crianças, Idosos, Juventude, Hip-Hop, Pessoas com Deficiência, Saúde Mental, Trabalhadores Urbanos, Povos de Terreiro, Quilombolas, Imigrantes, Mulheres, Trabalhadores Rurais, Mestres e Griôs.
Programação e espaços
A TEIA da Diversidade contará com Mostras Artísticas e uma Feira de Economia Solidária e Criativa protagonizadas pelos Pontos de Cultura, que levarão a Natal demonstrações da diversidade do Programa Cultura Viva por meio de apresentações artísticas, da exposição e venda de produtos artesanais.
Oficinas, Fóruns e Seminários Temáticos serão alguns dos espaços de diálogo da TEIA da Diversidade. Entre os temas, destacam-se os debates sobre o acesso a equipamentos culturais, os encontros dos Pontos de Cultura Indígenas e de Leitura.
Na área audiovisual haverá uma mostra de produções dos Pontos de Cultura, o encontro do Grupo de Trabalho Temático e um Seminário sobre a Regionalização da Produção Audiovisual.
As atividades da TEIA da Diversidade serão realizadas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), na Praça Largo da Ribeira e no Teatro Alberto Maranhão.
A programação completa da TEIA da Diversidade será divulgada em breve e os participantes do encontro podem se inscrever gratuitamente nas oficinas a partir do dia 22 de abril de 2014.
Saiba mais.
Histórico das TEIAS - A primeira edição da TEIA aconteceu em 2006, em São Paulo (SP), dois anos após o início do Programa Cultura Viva. O encontro foi motivado pela necessidade haver uma instância nacional em que os Pontos de Cultura tivessem oportunidade de se conhecer, trocar experiências e ter visibilidade.
Em 2007, foi a vez de Belo Horizonte (MG) sediar o encontro nacional dos Pontos de Cultura. As demais edições aconteceram em Brasília (2008) e em Fortaleza (CE) no ano de 2010. Ao fim das quatro edições, a TEIA foi consolidada como um importante espaço de mobilização e articulação da rede dos Pontos de Cultura.
Desde 2012, o encontro ganhou versões estaduais, promovidas pelos governos dos estados e as comissões estaduais dos Pontos de Cultura, com o apoio do Ministério da Cultura. A organização da TEIA Nacional é de responsabilidade da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura  e conta com recursos do Governo Federal.
#TEIAdaDiversidade
De 19 a 24 de maio de 2014
Natal – Rio Grande do Norte (RN)
Locais:
Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN)
Praça Largo da Ribeira e o Teatro Alberto Maranhão
Programação completa, notícias e mais informações no site www.culturadigital.br/teiadadiversidade
Redes Sociais:
Contato: 
Comunicação Social da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC/MinC) – (61) 2024-2921 / teianacional@cultura.gov.br
Fonte: SCDC / MinC
Publicação: Ascom / MinC.

terça-feira, 15 de abril de 2014

MinC - Encontro Regional de Povos e Comunidades Tradicionais.

14/4/2014.

Já estão abertas as inscrições para o Encontro Regional de Povos e Comunidades Tradicionais, etapas Manaus e Belém. 
O encontro de Manaus (AM) está agendado no período de 19 a 22 de maio e destina-se a integrantes da Rede da Diversidade dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima. 

O encontro de Belém (PA) está marcado entre os dias 2 e 5 de junho, voltado aos estados do Amapá, Maranhão, Tocantins e Pará.
Os encontros são uma realização da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais – CNPCT e visam à avaliação, o aprimoramento e a implantação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, com ênfases ao acesso aos territórios e regularização fundiária.
O prazo das inscrições vai até dia 17 de abril para aquelas feitas via postal e devem ser encaminhados ao endereço - Esplanada dos Ministérios, Bloco C, sala 604 – CEP: 70.046-900. Brasília-DF.  
E até 5 de maio para as entregue por e-mail - encontropct@mds.gov.br . Para maiores informações ou dúvidas podem ser utilizados os telefones: (61) 2028 – 1527 e (61) 2030- 1133.
As inscrições devem ser feitas em nome de entidades, instituições ou comunidades, com o preenchimento dos dados pessoais do representante indicado para participar dos encontros. 
Os custos de transporte, alimentação e hospedagem serão custeados pela organização do encontro.
Veja aqui a ficha de inscrição.
Confira aqui os critérios de seleção.
SCDC/MinC.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Cultura -Aberto inscrições para projetos da Juventude - Editais VivaJovem - Valor de 13 Milhões de Reais.

02/04/2014
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça (SNAD/MJ) publicou no Diário Oficial da União (DOU), da última terça-feira (25), dois editais de apoio financeiro a projetos culturais e esportivos que promovam a saúde e a cidadania da população jovem brasileira.
Destinam-se ao apoio financeiro a governos municipais e a entidades privadas sem fins lucrativos para a realização de projetos culturais e esportivos que desenvolvam ações de proteção contra o abuso de álcool e outras drogas e promovam prevenção à violência contra adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.
Os dois Editais VivaJovem são financiados com recursos do Fundo Nacional Antidrogas da SNAD/MJ. 
Foram elaborados em parceria com a Secretaria Nacional da Juventude da Presidência da República (SNJ/PR) e com os ministérios da Saúde (MS) e da Cultura (MinC). 
Enquadram-se dentro do foco temático do Programa Juventude Viva da SNJ/PR, que prioriza políticas públicas voltadas à inclusão social de jovens pobres e negros.
Ao todo estão sendo investidos R$ 13 milhões para financiar os projetos. Sendo R$ 10 milhões destinados às ações de governos municipais e outros R$ 3 milhões para as entidades privadas. 
Os valores destinados a cada projeto variam de R$ 100 mil a R$ 400 mil, de acordo com o número de habitantes dos municípios onde serão realizados e do foco das ações a serem desenvolvidas.
Os Pontos de Cultura, que têm projetos voltados para os jovens, podem disputar as chamadas públicas destinadas às entidades privadas das áreas de cultura e esporte. 
O MinC, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC), participa da divulgação dos editais e da Comissão de Avaliação que irá selecionar os projetos vencedores.
Inscrições
As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de abril, no Portal dos Convênios do Governo Federal, por meio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse - SINCOV –, sob o programa nº 3091220140014.
Veja abaixo os editais
Mais informações no site da SNAD/MJ
(Texto: Patrícia Saldanha, SCDC/MInC)

domingo, 13 de abril de 2014

Questão Cigana agita a Europa.

Questão сigana agita a Europa

Ao assinalar o Dia Internacional dos Ciganos a 8 de abril, os defensores dos direitos humanos condenaram os países europeus por não terem sabido garantir a defesa das pessoas de etnia cigana que vivem nos seus territórios. Entretanto, os peritos consideram que a situação não é tão inequívoca.

Segundo a Amnistia Internacional, muitos dos 10-12 milhões de ciganos que vivem na Europa enfrentam “diariamente a ameaça da expulsão forçada, de perseguições da parte da polícia e de ataques”. “Em vez de reconhecer que a situação é um resultado do seu fracasso de garantir aos ciganos o respeito pelos direitos do homem, alguns dirigentes europeus preferem acusar os próprios ciganos de incapacidade de integração”, lê-se no relatório da organização de defesa de direitos humanos”.

Uma espécie de resposta a essa declaração foi o artigo no jornal sueco Dagens Nyheter, onde se escreve que a esmagadora maioria dos pedintes nas ruas das cidades suecas são ciganos romenos. Isto enquanto os mais importantes países europeus prestam à Romênia ajuda financeira para reduzir a emigração dos ciganos locais para o Ocidente. Bucareste recebeu milhares de milhões, mas apenas uma ínfima parte foi gasta no melhoramento das condições da população cigana do país.

A propósito, isso diz respeito não só à Romênia, mas também à Hungria, Eslováquia e uma série de outros países da Europa do Leste, que, segundo alguns políticos europeus ocidentais, simplesmente atiraram o fardo da responsabilidade pelos próprios ciganos para cima dos vizinhos abastados da União Europeia.
É necessário assinalar que, nos últimos anos, a opinião pública da Europa Ocidental se desvia cada vez mais para a direita. E a política vai atrás da sociologia. Por exemplo, Manuel Vals, novo primeiro-ministro de França, que segue o princípio de que “não se deve perder a ligação com a realidade”, é conhecido pela sua posição irredutível face aos nómadas ciganos da Europa Oriental.
Parece que a atitude hostil para com os ciganos tem um motivo bem real, considera Pavel Kandel, analista político, candidato em ciências históricas, dirigente do Centro de Conflitos Etnopolíticos e Interestatais do Instituto da Europa da Academia de Ciências da Rússia.
"A causa da atitude hostil consiste, principalmente, em que eles, na sua maioria, não trabalham e não querem trabalhar. Ao aderirem à UE países da Europa de Leste como a Hungria, Romênia, Eslováquia, onde vive a maioria dos ciganos europeus, surgiu para estes a possibilidade de livre circulação, podem ir para onde o nível de vida é mais alto, para onde existe um sistema ramificado de subsídios sociais. 
Mas mesmo que não gozem deles, os ciganos têm, nos países europeus ricos, possibilidades significativas maiores de elevar o seu próprio nível de vida com a ajuda dos seus meios tradicionais. Daí a sua emigração em massa para o Ocidente. Daí também a reação dura da população e das autoridades do Ocidente. Porque tem lugar o confronto de dois modos de vida que pouco têm de comum".
À primeira vista, parece estranho que seja precisamente na Europa, conhecida pela sua tolerância e apego ao respeito pelos direitos humanos, que a questão cigana adquiriu uma agudeza inédita. Pelos vistos, a questão é que a pressão das correntes migratórias na infraestrutura e no tecido social da sociedade europeia, as possibilidades abertas e as ameaças surgidas estão entre os problemas mais complexos que a União Europeia enfrenta.
Nadezhda Demetr, historiadora, funcionária do Centro de Estudos Europeus e Americanos do Instituto de Etnologia e Antropologia da Academia das Ciências da Rússia, dirigente da Autonomia Nacional e Cultural Federal dos Ciganos, afirma:
“O problema é que, em todos os países outrora pertencentes ao campo soviético, os ciganos talvez não vivessem muito bem, mas tinham mais ou menos dignidade. Os ciganos receberam com entusiasmo as mudanças geopolíticas. Mas a situação virou-se contra eles. Porque os ciganos são, na sua maioria (cerca de 80%) analfabetos e não conseguem encontrar um lugar no novo mundo. Os ciganos foram expulsos para o submundo social e são completamente marginalizados.
O dia 8 de abril foi o Dia Internacional dos Ciganos. Em Bruxelas foi realizada uma cimeira especial dedicada à questão cigana. É curioso assinalar que praticamente não havia ciganos entre os 30 oradores. Eles não ouvem os próprios ciganos”.
Pelos vistos, a questão cigana não tem uma solução rápida e, simultaneamente civilizada. São necessários grandes esforços para que a Europa a vários níveis se torne uniforme do ponto de vista do desenvolvimento socioeconômico, tenha uma política bem pensada e justa em relação a todas as etnias que vivem nos seus territórios e para que a mentalidade da sociedade europeia seja capaz de compreensão mútua e de conseguir compromissos razoáveis.


Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/2014_04_13/Questao-sigana-agita-a-Europa-6188/

Rio de Janeiro - ANTECIPA COMEMORAÇÃO PELO DIA DO ÍNDIO.

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sábado, 12 de abril de 2014

Cultura - Jovens participam de encontro para definir política cultural para a juventude.

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro



Apresentação de grupos na abertura do evento Curto Circuito da Juventude (Valter Campanato/Agência Brasil)
O Curto Circuito da Juventude trouxe para Brasília diversas manifestações culturais
Valter Campanato/Agência Brasil




























Jovens de todo o país participam do Curto Circuito da Juventude, iniciado hoje (11) e com programação até o próximo domingo (13). Eles trouxeram para Brasília diferentes manifestações culturais de suas regiões, como dança, teatro, música e um pouco do que fazem nos lugares onde moram. 

O encontro reúne 70 jovens em torno do objetivo de melhorar a cultura no Brasil e ajudar o governo a construir o Programa Nacional de Cultura e Juventude. O encontro é desdobramento da III Conferência Nacional de Cultura, que ocorreu em novembro de 2013.

Na abertura do encontro, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, admitiu que a pasta falha com os jovens. "A gente está fazendo várias coisas nesse sentido [promoção e incentivo cultural] e está indo mais ou menos bem. Conseguimos fazer edital para negro, índio, mulher, [público] LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros], mas, sabe quando você sente que está faltando!", disse, e questionou: "E os jovens? O que os jovens estão querendo fazer?".

Ouvir os jovens é o objeitvo, segundo a ministra. No encontro, os jovens participarão de dinâmicas de grupos, trocando experiências e colaborando com questões que abordam a formação cultural da juventude, o fomento à produção artística do jovem e o protagonismo e a participação da juventude nas políticas culturais.

"Eu quero saber o que a gente pode fazer, o que a gente não está fazendo e como a gente pode chegar na tua região?" - perguntou Marta diretamente a um dos participantes. A resposta será dada ao longo do encontro. 

Como resultado, o Ministério da Cultura e a Secretaria-Geral da Presidência da República pretendem assimilar as sugestões dos jovens nas políticas desenvolvidas pelas duas pastas.

Janaína Costa, uma das participantes, representa os profissionais de circo do Rio de Janeiro. Ela faz parte da Instituição Crescer e Viver, grupo que atua junto a crianças em situação de rua. Segundo ela, as dificuldades em se trabalhar com cultura são muitas. "O projeto tem alguns patrocínios, e a gente trabalha com editais. Mas tem tempos que não tem edital, tem horas que você está farto".

A opinião é compartilhada por Rodrigo Bico, ator de Natal. Ele faz parte do grupo Facetas, Mutretas e Outras Histórias, beneficiado pelo programa federal Cultura Viva, que financia projetos culturais em comunidades. "A gente tem dificuldades com o programa, no repasse das verbas, sempre tem atrasos. Isso acaba atrasando também a agenda da gente".

Bico espera que o encontro resulte em uma política cultural para a juventude. "Tem muito jovem que está querendo gritar, mas precisa de espaço, condições, formação. Acho que esse momento do encontro é para isso. Pegar essas linguagens e sotaques e transformar em uma política cultural fortalecida para fortalecer também a cultura brasileira".

Brasil - MEC Pretende levar atendimento escolar à população cigana.

O Ministério da Educação (MEC) pretende levar o atendimento escolar à população cigana, estimada em 900 mil pessoas
O Ministério da Educação (MEC) pretende levar o atendimento escolar à população cigana, estimada em 900 mil pessoas

11/4/2014 - Por Redação, com ABr - de Brasília.
O Ministério da Educação (MEC) pretende levar o atendimento escolar à população cigana, estimada em 900 mil pessoas. A pasta reuniu-se com líderes ciganos para discutir a implementação das diretrizes definidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), de acordo com resolução publicada em 2012.
Pelo texto, entre outras coisas, os sistemas de ensino público ou privado devem assegurar a matrícula dos estudantes em situação de itinerância, sem a imposição de qualquer forma de embaraço ou preconceito. 
Entre as dificuldades de atendimento estão justamente a itinerância e a falta de levantamentos que identifiquem os povos. Segundo o MEC, eles têm tradição, mas ainda não passaram pelo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A reunião contou com a presença do diretor de Políticas Étnico-Raciais da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Thiago Thobias. 
Ficou definido que serão indicadas as rotas habituais dos povos ciganos em determinadas regiões, para que a Secadi possa promover encontros com dirigentes educacionais de municípios e orientá-los sobre a prestação do serviço educacional.
Os ciganos chegaram ao Brasil em 1574, após serem expulsos da Europa. Segundo relatos, Portugal e Espanha cortavam suas orelhas e os deportavam, porque eram considerados diabólicos. 
Há dois grandes grupos no país: os calom, de origem ibérica, e os rom, do Leste europeu. Atualmente, alguns se definem sedentários e fixam moradia, outros cumprem rotas dos povos itinerantes no Brasil.
Em 2011, a Agência Brasil fez uma série de reportagens especiais sobre os ciganos, tidos como um povo invisível. Até então, entre as poucas ações governamentais adotadas estava a instituição, em 2006, do Dia Nacional do Cigano, lembrado no dia 24 de maio, data escolhida em homenagem à padroeira Santa Sara Kali. Na época, nenhuma ação ligada à educação, saúde e programas assistenciais para os ciganos havia sido implantada.
A reunião de hoje foi consequência da criação de um grupo de trabalho para discutir a implementação da resolução do CNE. O grupo foi instituído no início de março e terá prazo de 90 dias, até junho, para elaborar subsídios para que a educação chegue aos povos ciganos.