segunda-feira, 5 de maio de 2014

Racismo - A incessante propaganda da inferioridade negra.

Concurso Miss Bahia 2013
Dois acontecimentos trouxeram a discussão do racismo com força nas últimas semanas.

Um deles ocorreu no programa do Faustão, quando o apresentador chamou uma das dançarinas da cantora Anitta, Arielle Macedo, de "aquela com o cabelo de vassoura de bruxa", pelo fato de ela usar um cabelo bem volumoso, armado e diferente do padrão liso ou cacheado que tanto se vê na TV.

Dançarina Arielle Macedo.
Outro acontecimento foi o arremesso de uma banana na direção do jogador de futebol brasileiro Daniel Alves num jogo na Espanha. O jogador em resposta pegou a banana do chão, comeu-a e chutou o escanteio.

Jogador Daniel Alves comendo uma banana arremessada no campo.
No caso da piada do "cabelo de vassoura de bruxa" dita pelo Faustão, seria muito legal se isso fosse algo restrito a ele, se apenas ele pensasse ou dissesse algo do tipo. Infelizmente não é. Diariamente presencio comentários semelhantes entre pessoas próximas a mim.

O mais comum desses comentários é o de que o cabelo liso é um "cabelo bom" e o crespo é um "cabelo ruim".

Esse tipo de comentário não é feito apenas por brancos em relação aos negros, mas também entre os próprios negros. Estão tão acostumados a ouvirem coisas assim que acabam aceitando-as como verdades e as reproduzindo.

Todos nós, por muito tempo fomos submetidos a uma grande propaganda da inferioridade negra.

Quase todos, incluindo muitos negros, compraram a idéia de que o cabelo do negro é feio, de que a pele do negro é feia, de que o negro em si é feio. Até as religiões de origem africana são sempre retratadas como se fossem coisas do diabo, maléficas e são retratadas em tom de gozação com muita frequência em programas humorísticos da TV, em novelas e filmes.

Se tornou algo tão enraizado, que chega a ser difícil se livrar desse pensamento. Às vezes até mesmo quem vive criticando o racismo se pega uma vez ou outra proferindo um comentário ou tomando uma atitude que poderia ser considerada racista.

Conheço pessoas que têm vários amigos, amigas e parentes negros, dos quais gosta e convive muito bem com eles. Mas quando não gostam de alguma pessoa de pele negra, mencionam termos como "aquela nega ruim". Mesmo quando gostam da pessoa mencionam frases como "Maria é negra bem preta, mas é gente boa".

É interessante notar que quando estamos com raiva de alguém, logo nos vem a cabeça todas as características que consideramos ruins naquela pessoa. Daí saem palavras como: burro (a), idiota, gordo, anão, vesgo, magrelo, pobre, cafona, feioso, dentre várias outras. Na situação que citei no parágrafo anterior, surge uma nova característica negativa da pessoa: o fato de ser negra. Ela não é apenas ruim, é uma "nega" ruim.

O racismo está enraizado de um jeito, que às vezes alguns nem notam que o que estão fazendo é racista. Agora mesmo, após o episódio do Daniel Alves comendo uma banana no campo, quando o Neymar lançou a hashtag "#SomosTodosMacacos", logo o apresentador de TV Luciano Huck correu para lançar uma camisa com o desenho de uma banana com as frases "#somostodosmacacos", "respeito" e "somos iguais" ao preço de R$ 69,00. Ele se esqueceu do simples detalhe de tirar uma única foto de algum(a) modelo negro(a) na campanha. Ele nem parou para pensar que todos os modelos do seu site "Use Huck" têm pele branca.

A montagem abaixo foi bastante compartilhada nas redes sociais.


A profissão de modelo, tão associada à beleza física tem poucos negros. O negro dificilmente é considerado bonito o suficiente para entrar na profissão, seja como modelo fotográfico ou de passarelas.

Em novembro do ano passado, a empresa Luminosidade Marketing & produções, responsável pela realização dos eventos São Paulo Fashion Week e Fashion Rio garantiu que ia incluir 10% de modelos negras em seu desfiles, após protestos e um acordo firmado com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro. No São Paulo Fashion Week foi necessário um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para obrigar os organizadores a ter 10% de modelos negras no desfile.

EBC - Defensoria Pública firma compromisso para participação de modelos negras no Fashion Rio

Até na TV o racismo acaba sendo escancarado, com novelas como "Amor à Vida" da TV Globo, que tinha praticamente todo o elenco de pele branca. No programa do Faustão é a mesma coisa, pois as bailarinas do seu programa são quase todas brancas.


Diante de tantas mensagens diárias nos dizendo desde pequenos que dificilmente o negro é bonito o suficiente para estar na TV, como pensar diferente? Como não pensar que a pele e os cabelos dos brancos são mais bonitos que os dos negros? Vendo isso a vida toda, como esperar que os negros tenha auto-estima o suficiente para não se verem feios e inferiores?

Para piorar mais ainda a situação, os séculos de escravidão negra que o Brasil viveu, fez com que mesmo depois da abolição da escravidão, os negros tivessem enormes dificuldades de sair da pobreza e da miséria, por causa do baixo acesso à educação de qualidade para os mais pobres, fazendo com que ainda hoje, a maioria dos pobres sejam negros.

Normalmente a população pobre é a que está mais sujeita a tudo de ruim: violência, doenças, desemprego, baixos salários, falta de um bom tratamento de saúde, falta de saneamento básico e também o aliciamento para o crime.

É algo bem lógico. Se a maioria dos criminosos são de origem pobre e a maioria dos pobres são negros, então com certeza a maioria dos criminosos serão negros, que se tornam bandidos não por serem negros e sim por sua condição social. Um branco nascido num lugar muito pobre, tem as mesmas chances de se tornar um bandido que qualquer negro de lá.
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que o preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial 
(Trecho da música "Racismo é burrice" de Gabriel o Pensador)
Essa lógica que eu demonstrei infelizmente é analisada por pouquíssimas pessoas. O que domina a sociedade é o seguinte pensamento: se a maioria dos criminosos são negros, então a maioria dos negros devem ser criminosos. Por isso devemos temê-los e nos afastar deles.

Com base em tudo isso se formou um estereótipo em torno do negro. O negro tem cabelo ruim, é feio e é bandido. E isso foi passando de pai para filho ao longo de muitas gerações...

Acha que é exagero?

Uma menina que conheço, quando tinha 4 ou 5 anos, disse-me que nos ensaios da quadrilha da escola, um menino não queria dançar com ela. Perguntei o porquê e ela me disse "ele disse que não ia dançar comigo porque eu sou preta". Quem será que ensinou esse menino tão novo a agir de forma racista?
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
(Trecho da música "Racismo é burrice" de Gabriel o Pensador)

Link: http://fabiano-amorim.blogspot.com.br/2014/05/propaganda-da-inferioridade.html 

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Maranhão - Município de Zé Doca recebe o Fórum Territorial Debates e Propostas para a Elaboração do Plano Estadual de Cultura.

Foto Chico Barros - Mesa de Abertura do Forum de Zé Doca - MA.
Como parte integrante das estratégias de elaboração do Plano Estadual de Cultura (PEC), a Secretaria de Estado da Cultura (Secma) e o Conselho Estadual de Cultura (Consec-MA) promoveram nesta terça-feira (dia 29) das 08h às 18h, no auditório da Prefeitura de Zé Doca, o Fórum Territorial Oeste. 

Foto Chico Barros -  Fala do Prefeito de Zé Doca Sr . Alberto Carvalho Gomes.
O encontro de gestores e produtores culturais teve como objetivo colocar a disposição da sociedade maranhense uma minuta do PEC do Maranhão, que norteará a política pública cultural para os próximos 10 anos. 

Foto Chico Barros -  Fala da Secretária de Estado da Cultura -  Sra .  Olga Simão.

Os próximos fóruns serão nos municípios de Presidente Dura (06 de maio), Bacabal (07 de maio), Chapadinha (14 de maio) e São Luís (19 de maio).

Foto Chico Barros -  Fala da Secretária de Estado da Cultura -  Sra .  Olga Simão.

Estiveram presentes na abertura do Fórum territorial Oeste, a secretária de Estado da Cultura, Olga Simão; o prefeito de Zé Doca, Alberto Carvalho Gomes; o diretor do Departamento de Cultura de Zé Doca; Fábio Ximenes; o comandante da 12ª Cia. Da Polícia Militar, Major José Maria Honório; além de conselheiros do Consec-MA, secretários municipais de Cultura, produtores e fazedores de cultura da Região.

Foto Chico Barros -  Representante de Dança Indígena de Zé Doca.
Conforme explicou Olga Simão, a construção do Plano Estadual de Cultura é gradual, com discussões através da consulta pública na internet e em reuniões públicas. 

Foto Chico Barros -  Representante de Dança Indígena de Zé Doca.
Depois, o plano será encaminhado à Assembleia Legislativa para aprovação.  “Estamos aqui para ouvir os anseios culturais dos municípios que abrangem esta Região, que irá enriquecer e legitimar ainda mais esse processo, assim como ajudar e preservar a cultura no Estado do Maranhão como também consolidar o Sistema Estadual de Cultura”, disse a secretária da Cultura.

Foto Chico Barros -  Representante de Dança Indígena de Zé Doca.
O prefeito de Zé Doca, Alberto Carvalho Gomes, destacou a importância da participação da juventude. “Quero agradecer o privilégio do município por sediar este Fórum, que fornecerá propostas para o Plano Estadual de Cultura, mas ressalto que a Cultura é responsabilidade de todos. Por isso acho fundamental a participação mais ativa dos jovens nestas reuniões”, acrescentou.

Foto Chico Barros -  Banner de Divulgação do Evento.
Para a elaboração do Plano Estadual de Cultura 10 comissões setoriais foram criadas com a finalidade de trabalhar individualmente os segmentos da cultura. 
Foto Chico Barros -  Professora  Ester  da UFMA.
As comissões que foram criadas são: Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Cultura Popular, Gestão Pública da Cultura, Livro, Leitura e Biblioteca, Memória e Documentação, Museus, Música e Patrimônio Cultural.

Foto Chico Barros -  Conselheiro Dionílio de Vitória do Mearim.
O gestor, produtor cultural ou mesmo qualquer cidadão pode dar sua contribuição na formulação e conferir as últimas informações sobre o Plano Estadual de Cultura. 

Foto do Supervisor do Mais Cultura com os Indígenas Flauberth e Claudio Guajajara da Aldeia Januária em Bom Jardim.
Para tanto basta acessar o site www.ma.cultura.com.br, no Portal do PEC; ou mesmo fornecer sugestões pelo e-mail planodecultura.ma@gmail.com.

Foto Chico Barros -  Bandeira do Município de Zé Doca - MA.
Texto de Marcelo Sirkis.

MinC - Encontro Regional de Povos e Comunidades Tradicionais será em Belém.



ATUALIZAÇÃO:

Os encontros visam à avaliação, o aprimoramento e a implantação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. 

As inscrições vão até 5 de maio, via e-mail. Confira como se inscrever no site.



Já estão abertas as inscrições para o Encontro Regional de Povos e Comunidades Tradicionais, etapas Manaus e Belém. 
O encontro de Manaus (AM) está agendado no período de 19 a 22 de maio e destina-se a integrantes da Rede da Diversidade dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima. 

O encontro de Belém (PA) está marcado entre os dias 2 e 5 de junho, voltado aos estados do Amapá, Maranhão, Tocantins e Pará.
Os encontros são uma realização da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais – CNPCT e visam à avaliação, o aprimoramento e a implantação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, com ênfases ao acesso aos territórios e regularização fundiária.
O prazo das inscrições vai até dia 17 de abril para aquelas feitas via postal e devem ser encaminhados ao endereço - Esplanada dos Ministérios, Bloco C, sala 604 – CEP: 70.046-900. Brasília-DF.  
E até 5 de maio para as entregue por e-mail - encontropct@mds.gov.br . Para maiores informações ou dúvidas podem ser utilizados os telefones: (61) 2028 – 1527 e (61) 2030- 1133.
As inscrições devem ser feitas em nome de entidades, instituições ou comunidades, com o preenchimento dos dados pessoais do representante indicado para participar dos encontros. 
Os custos de transporte, alimentação e hospedagem serão custeados pela organização do encontro.
Veja aqui a ficha de inscrição.
Confira aqui os critérios de seleção.
SCDC/MinC.

domingo, 20 de abril de 2014

A difícil tarefa do engenheiro social.

Foto - Internet

16/04/2014 - Um engenheiro é aquele que usa as leis da física para intervir sobre o mundo. Sabendo as leis da matéria, da química e as forças, pode-se recompor os elementos de formas mais convenientes: fazendo pontes, estradas, edifícios, barragens ou carros e aviões, os engenheiros reorganizam a matéria na direção do nosso conforto.

Apesar da complexidade que alguns projetos acarretam, e de todas as análises matemáticas que são necessárias, a tarefa do engenheiro goza, ainda assim, de uma segurança: a imutabilidade das leis da física. Elas existem e resta-nos descobri-las. 
Uma vez descobertas, podemos atuar sobre a realidade e transformá-la segundo a nossa vontade. É assim que se tem conseguido o progresso material da humanidade. Mas isso diz só respeito à recomposição dos elementos naturais. 
Acontece que há todo um outro lado da vida, que não diz respeito aos elementos inanimados mas à interação entre os seres humanos. A isso chama-se o domínio social. Aí, olhamos para as relações humanas (que originam ordens e acasos), que são o objecto de estudo das ciências sociais. 
Neste domínio, também podemos dar o salto que é dado da física para a engenharia e pensar em política social. Isto é, o que podemos nós fazer para atuar sobre a sociedade, conduzindo-a a uma situação melhor? Porém, essa tarefa, que podemos denominar por engenharia social, é muito mais complicada…
Tudo nela é difícil: saber quem pode atuar (os políticos, os cientistas, os empresários ou todos os cidadãos?); definir “situação melhor” (será o crescimento económico, a sustentabilidade ambiental ou a felicidade?); encontrar as ferramentas e os procedimentos corretos para se chegar ao local desejado (os diversos modelos sociais); compreender a transformação do comportamento individual no comportamento coletivo (o todo não é a soma das partes). Como se isto não bastasse, ainda nos deparamos com uma complexidade adicional. É que, ao contrário do que acontece com as leis da física, que não se alteram pela intervenção dos engenheiros (a construção de uma ponte não altera a lei da gravidade), as intervenções sociais acabam por interferir com o próprio comportamento e preferências humanas. 
Ou seja, mesmo que soubéssemos, do passado, como se comportavam os seres humanos coletivamente, nada garante que, durante a implementação de uma determinada política, esse comportamento não se altere. Por isso é muito difícil (senão impossível) falar em leis sociais e também por isso é errado usar a metodologia da física para se construir uma ciência social…

Enfim, a analogia entre a física e as ciências socias e entre a engenharia e a política só pode ser feita se compreendermos os expoentes de complexidade adicionais da realidade social.

Uma nota final vai para a ética e para a moral. É que quando propormos um desenho social, os elementos que manipulamos são os seres humanos, cuja dignidade devemos respeitar. Por isso não podemos fazer tudo o que quisermos. Enquanto o betão de uma ponte não se queixa, um ser humano tem o direito de se queixar, por uma carga adicional a que o sujeitem ou por o terem dispensado. 
O elemento nuclear da realidade social é o ser humano e é ele o manipulado pela engenharia social. O engenheiro social (seja ele quem for) tem que ter isso sempre presente e constringir o desenho das suas políticas segundo uma ética pré-definida e uma concepção de justiça adequada.

sábado, 19 de abril de 2014

II ENEI - Encontro Nacional de Acadêmicos Indígenas.




Local: Anfiteatro Pe. José Scampini (Bloco C) e Ginásio Poliesportivo Dom Bosco - Campo Grande/MS .

Início: 04 de Agosto de 2014.

Fim: 07 de Agosto de 2014.


II ENEI - Encontro Nacional de Acadêmicos Indígenas


Objetivos:


Geral:
Criar espaço de discussão e socialização de pesquisas e trabalhos sobre o tema, Metas e Desafios no Caminho do Ensino Superior tendo em vista contribuir para a formação de profissionais indígenas que melhor atendam as demandas de suas comunidades. 

Específicos:
- Possibilitar a apresentação de pesquisas e estudos sobre o Tema do Encontro Nacional dos estudantes Indígenas; 

- Permitir que os acadêmicos e pesquisadores indígenas do Brasil possam trocar experiências sobre suas trajetórias nas Instituições de Ensino Superior, e os desafios que percebem quando adentra a Universidades. 

Público-alvo:

Acadêmicos e pesquisadores indígenas e não indígenas, lideranças indígenas.

 

Horário:

Dia 04/08 - das 19h às 22h
De 05 a 07/08 - das 8h às 18h

Coordenador(a):

Profa. Eva Maria Luiz Ferreira
Mais Informações: evam@ucdb.br

Telefone para contato: (67) 3312-3590

sexta-feira, 18 de abril de 2014

UFMA - Festival de Cinema pela Verdade‎. Terceira Edição Cinema Pela Verdade - 2014.


Damos início a III Edição do Cinema Pela Verdade em São Luís. As exibições ocorreram entre os dia de 22/04 à 22/05.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=742729035747876&set=gm.1465594920339330&type=1&theater
A primeira sessão ocorre nesta Terça-Feira, às 18hrs, no Auditório A "Mário Meireles" do Centro de Ciência Humanas da UFMA, com o filme Repare Bem da diretora Maria Medeiros.

A mostra exibe filmes que tratam a ditadura civil-militar brasileira. No ano em que completam-se 50 anos do golpe que instaurou essa ditadura civil-militar no país, a Mostra Cinema pela Verdade volta a exibir simultaneamente em universidades dos 27 estados da federação filmes que retratam este período marcante da nossa história. 

As exibições são seguidas de debates, com participação de professores, ex-militantes e pesquisadores do tema, com a participação do público. 

Os filmes exibidos esse ano na mostra são os documentários: Repare bem, Camponeses do Araguaia - a guerrilha vista por dentro, Ainda existem perseguidos políticos.


Primeira Sessão


Data: 22/04


Local: Auditório A, CCH - UFMA


Horário: 18:00


Filme: Repare bem


Debatedores: 

Profª Drª Silse Teixeira - Departamento de Serviço Social - Grupo de Pesquisa e Extensão sobre Relações de Gênero Étnicos, Raciais, Mulheres e Feminismo (GERAMUS).

Luis Antonio Pedrosa - Advogado - Membro da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB.


Se liguem nas próximas sessões:


Data: 30/04
- Local: Auditório A, CCH - UFMA
- Horário: 18:00
- Camponeses do Araguaia - a guerrilha vista por dentro

Data: 07/05
- Local: Auditório Central - UFMA
- Horário: 18:00
- Filme: Ainda existem perseguidos políticos

Data: 14/05
- Local: Auditório Central - UFMA
- Horário: 18:00
- Filme: Repare bem

Data: 20/05
- Local: Auditório de História - UEMA/Centro
- Horário: 18:00
- Filme: Camponeses do Araguaia - a guerrilha vista por dentro

quarta-feira, 16 de abril de 2014

MinC - 5º Encontro Nacional dos Pontos de Cultura acontecerá em Natal.



A TEIA Nacional da Diversidade - 5º Encontro Nacional dos Pontos de Cultura e das redes da diversidade que integram o Programa Cultura Viva – será realizada de 19 a 24 de maio, em Natal (RN). 

Promovida pela Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC) e pela Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC), a TEIA 2014 tem o objetivo de fortalecer o exercício dos direitos culturais e promover a atuação cultural em rede.

"Queremos estimular o diálogo e a parceria entre a sociedade civil, gestores, instituições de ensino, instâncias de participação social e os diversos atores do campo cultural", explica Márcia Rollemberg, secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC. 
Segundo a gestora, a realização da TEIA da Diversidade estimula ações de valorização, políticas integradas e de promoção da cultura brasileira.
A TEIA da Diversidade será mais abrangente do que as quatro edições anteriores da TEIA, realizadas em 2006, 2007, 2008 e 2010. Este ano, além dos Pontos e Pontões de Cultura, participam grupos do "Encontro da Diversidade", que agrega segmentos das políticas setoriais atendidos pelo Programa Brasil Plural. 
Fazem parte destes segmentos grupos de Culturas Populares, Culturas Indígenas, Culturas Ciganas, LGBT, Crianças, Idosos, Juventude, Hip-Hop, Pessoas com Deficiência, Saúde Mental, Trabalhadores Urbanos, Povos de Terreiro, Quilombolas, Imigrantes, Mulheres, Trabalhadores Rurais, Mestres e Griôs.
Programação e espaços
A TEIA da Diversidade contará com Mostras Artísticas e uma Feira de Economia Solidária e Criativa protagonizadas pelos Pontos de Cultura, que levarão a Natal demonstrações da diversidade do Programa Cultura Viva por meio de apresentações artísticas, da exposição e venda de produtos artesanais.
Oficinas, Fóruns e Seminários Temáticos serão alguns dos espaços de diálogo da TEIA da Diversidade. Entre os temas, destacam-se os debates sobre o acesso a equipamentos culturais, os encontros dos Pontos de Cultura Indígenas e de Leitura.
Na área audiovisual haverá uma mostra de produções dos Pontos de Cultura, o encontro do Grupo de Trabalho Temático e um Seminário sobre a Regionalização da Produção Audiovisual.
As atividades da TEIA da Diversidade serão realizadas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), na Praça Largo da Ribeira e no Teatro Alberto Maranhão.
A programação completa da TEIA da Diversidade será divulgada em breve e os participantes do encontro podem se inscrever gratuitamente nas oficinas a partir do dia 22 de abril de 2014.
Saiba mais.
Histórico das TEIAS - A primeira edição da TEIA aconteceu em 2006, em São Paulo (SP), dois anos após o início do Programa Cultura Viva. O encontro foi motivado pela necessidade haver uma instância nacional em que os Pontos de Cultura tivessem oportunidade de se conhecer, trocar experiências e ter visibilidade.
Em 2007, foi a vez de Belo Horizonte (MG) sediar o encontro nacional dos Pontos de Cultura. As demais edições aconteceram em Brasília (2008) e em Fortaleza (CE) no ano de 2010. Ao fim das quatro edições, a TEIA foi consolidada como um importante espaço de mobilização e articulação da rede dos Pontos de Cultura.
Desde 2012, o encontro ganhou versões estaduais, promovidas pelos governos dos estados e as comissões estaduais dos Pontos de Cultura, com o apoio do Ministério da Cultura. A organização da TEIA Nacional é de responsabilidade da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura  e conta com recursos do Governo Federal.
#TEIAdaDiversidade
De 19 a 24 de maio de 2014
Natal – Rio Grande do Norte (RN)
Locais:
Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN)
Praça Largo da Ribeira e o Teatro Alberto Maranhão
Programação completa, notícias e mais informações no site www.culturadigital.br/teiadadiversidade
Redes Sociais:
Contato: 
Comunicação Social da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC/MinC) – (61) 2024-2921 / teianacional@cultura.gov.br
Fonte: SCDC / MinC
Publicação: Ascom / MinC.